segunda-feira, 23 de novembro de 2015

"Feiura na Web"

Fui cliente do site Beleza na Web de 2010 ate este ano de 2015.
Na epoca morava em Brasilia e la estive ate outubro de 2012.

Na primeira vez que pedi apos retornar de Belo Horizonte, esqueci de alterar meu endereco e liguei no primeiro dia util apavorada. O pedido ja tinha ido para Brasilia, mas conseguiram reenviar para Belo Horizonte.

Nessa ocasiao, sugeri que dessem oportunidade ao cliente de alterar o endereco de entrega logo apos o pedido, ou seja, antes que ele fosse processado. 

E no intuito de evitar problemas futuros, cadastrei meu novo endereco residencial, bem como o endereco de entrega no local de trabalho, ambos em Belo Horizonte.
Ano passado me mudei novamente, mas na mesma cidade. 

Em maio deste ano ja estava com o novo endereco e os novos telefones cadastrados. Verifiquei que havia opcao de alterar a entrega logo apos o pedido, porem, nao precisei, ja estava tudo certo.
No entanto, no dia 31/10 fiz um novo pedido e levei um susto! O endereco de Brasilia tinha "ressuscitado" como endereco de entrega no meu cadastro e era exatamente para onde meu pedido iria.

Imediatamente enviei duas mensagens para a empresa, uma via e-mail, para o SAC e a outra como reclamacao. Em ambas esclareci a situacao e expliquei que o endereco de entrega estava equivocado, bem como informei com enfase o endereco correto.

Nao adiantou. Quando telefonei no dia 5/11, interurbano para Sao Paulo, meu pedido ja tinha ido para Brasilia.

A empresa respondeu as minhas mensagens do dia 31/10 mais de 10 dias depois! Quanta agilidade para algo que era URGENTE!!!

E o pior e que, mesmo apos tudo que relatei, ninguem foi capaz de verificar minha historia e saber o que gerou tantos equivocos no sistema de cadastro do sitio da empresa na internet. A historia se resumiu, apos 6 anos de compras em: voce cliente errou, deixou seu cadastro desatualizado, PORTANTO: o problema e seu, VA BUS-CAR SUA CAI-XA EM BRA-SI-LIA. Pois, um dos porteiros de la recebeu uma das caixas por engano e a transportadora simplesmente se recusou a buscar. E, mais uma vez, a BELEZA NA WEB se eximiu da responsabilidade.

E para completar, a atendente me aconselhou a atualizar meu endereco de entrega no cadastro, e disse que tentaram entrar em contato comigo nos telefones cadastrados: DE BRASILIA, como se eu fosse MENTIROSA, como se eu nao tivesse dito ou feito nada para atualizar meu cadastro apos tanto tempo comprando com eles.
Ou o sistema deles e infalivel, ou as empresas brasileiras so sabem lidar com o sucesso, JAMAIS com o fracasso.
BELEZA NA WEB = FEIURA NA WEB. 

Desrespeito
Irresponsabilidade
Cinismo

Ate NUNCA MAIS.

domingo, 1 de novembro de 2015

Quem precisa da sociologia?



Para quem a sociologia é importante? Para os sociólogos! (Sorria, isto aqui nem é Bahia)
Oh! Mas, não é a sociedade passível de conhecimento científico? Tudo se reduz a um "eu acho isso e ponto final". Ao senso comum da opinião formada e tão geralmente irrefletida, preconcebida, fruto da supercolonizacao do mundo da vida pelo sistema, ou das ideologias que legitimam o "status quo" e a estrutura social tal qual é, como parte da ordem natural das coisas.
Então, quem precisa da sociologia? Os sociólogos, a sociedade, os cidadãos, os indivíduos, todo mundo? Ninguém?
Quem precisa desse conhecimento inútil, para o qual dificilmente se consegue emprego no reino da racionalidade instrumental? 
Quem precisa de algo que pode ampliar e elevar a consciência das pessoas, a ponto de quererem se libertar das tendências massificantes e alienantes do capitalismo? Filosofia, história, sociologia, antropologia e ciência política são tropeços no caminho da dominação, a não ser que estejam a seu serviço. 
Ora! Quem precisa da sociologia? 
Acho que é meu cachorro, pois ele me ama e me segue por toda parte!

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Por que estamos sorrindo na foto?

Ate hoje me pergunto: por que nos afastamos? O que aconteceu? Fiz algo errado?

Por que eu me afastei de você? Quando você não quis falar de algo que é parte de mim, senti que me rejeitava por inteiro. Senti que rejeitava nossa própria história. A história do quanto somos diferentes, mas, mesmo assim, nos amamos.

Ou então, por que você me excluiu do seu WhatsApp? Por que te pedi para assinar um abaixo-assinado? Por que pedi para me convidar pra ir a sua casa? Por que abracei uma causa que você não aprova?

Por que pedi pra você me ligar duas vezes, e você não ligou?

Por que estive doente, te chamei, e você não veio?

Por que você disse que viria, e não veio, nem avisou? 

Eu deveria ser diferente dessas pessoas ou dessas atitudes? 
Por que eu faria diferente???

Por que passei o natal sozinha? E a noite de ano novo?

Por que estamos irremediavelmente sós e inevitavelmente entrelaçados?

Por que meu coração se parte quando te vejo? Ou já estava e sempre esteve partido? 

Por que estou mais perto de você no Oriente, do que quando você estava aqui, no Ocidente?

Por que você foi meu pai e me deixou? E agora é meu pai e te cuido?

Por que a vida é difícil e a morte não é solução?

Por que, apesar de tudo, agradeço a Deus e...

Por meio de qual lógica ou dimensão do universo, estou sorrindo na foto?

E ainda sou capaz de me alegrar? 

Afinal, somos todos iguais na dor.

Então, por que estamos sorrindo na foto?

2015, que posso te dizer? 
O que aprendi com você? Um número representando vida. Caos total na minha vida... Minha vida diante de mim com lentes telescópicas. Minha vida reduzida a  365 dias. Vinheta, esquete. Summary, abstract, síntese, extrapolação. Por que? Por que estou me vendo, diante de mim mesma perplexa e não entendo? 
Sou eu sentindo tanta solidão que me torturo com uma ilusão... Sou eu surtando de tanta dor, pra não virar psicopata. Sou eu querendo desaparecer. Sem ter como fugir de mim mesma. E sorrindo na foto.

(porque o desejo de ser feliz e mais forte que a felicidade)

Por que nada disso importa, e ainda assim, estamos aqui? E este texto existe?

sábado, 17 de outubro de 2015

Inspiracao do dia

Deus nao e racional. A racionalidade e humana. 
Quando aprendemos algo tao profundamente que nao e mais necessario esforco para fazer, isto e instinto. Tudo e instinto e o instinto e perfeito, pois e a manifestacao material do amor divino na movimentacao harmonica e continua dos seres rumo a evolucao. 
Quando o instinto se eleva a Deus, e intuicao. A conexao mais perfeita do ser com a divindade. 
A intuicao e o instinto sao o alfa e o omega do espirito humano, interpelados e iluminados pela centelha do pensamento. Porem, a ele nao podem ser reduzidos, sob pena de apequenarem-se na mais estupida mediocridade. 
A ciencia sabe tao pouco quanto o cachorro sobre a propria existencia. Somente ao reconhecer isso, podera ser verdadeiramente grande. 
Quem nao questiona as proprias verdades, nao e digno de respostas.

domingo, 11 de outubro de 2015

Defeito adquirido

Sexta passada levei meu cachorrinho para tirar os pontos da perninha operada. Cicatrizou, esta tudo bem. Mas, ele continua mancando!
Nao e que, ao observar isso, pensei: tambem somos assim na vida, com outro orgao... O coracao esta curado, feridas fechadas. Mas, quem diz que a gente quer testar o conserto?!
O medo nos paralisa e impede de ser quem realmente somos. 

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Dia 29/11/2015

Marcha pelo clima: FIM DOS COMBUSTIVEIS FOSSEIS

Avaaz

Eu vou, e voce?

Zeitgeist 3: Moving Forward

http://youtu.be/dlPs10GSJjQ

Porque mudar e urgente para a sobrevivencia humana. 

Sobre o "Recurso Extraordinario"

Depois que escrevi aquele texto lembrei da Hanna Arendt, judia alema que sobreviveu ao holocausto. Filosofa Politica, escreveu um livro chamado "A Condicao Humana". Ela se perguntou diante daquele genocidio: por que isso aconteceu? Porque aos judeus foi retirada sua condicao humana. Sempre que o Outro e tratado como coisa, como objeto, instrumento ou meio para alcancar um fim ele perde sua condicao humana. E essa e a fonte de muitas violencias e injusticas que ocorrem no mundo, principalmente as legitimadas pela politica, sob os rotulos de ideologias defendidas como sinonimo de tudo aquilo que e universalmente bom, correto, moral e ate belo. A violencia nao depende da forca fisica para ocorrer. Acontece tambem no plano simbolico - isso nos ensina o sociologo Pierre Bourdieu.

VA


Verborragicos Anonimos
Para quem e viciado em excesso de sinceridade, afetividade, falar bobagens ou dar mas respostas instantaneas com sua lingua afiada.
Receita basica: nao havera vitoria sem sacrificio? (NAO, essa e geral idiota!):

Terapia do silencio + UM DIA DE CADA VEZ!!!
Ja faz 1 mes! Uhuuu!
Sera que eu consigo???😥😥😥😥

Recurso Extraordinário



Aqui estou. Nunca me encaixei no estereótipo de mulher frágil e dependente. Mas, agora, sou obrigada a revelar minha identidade secreta: Mulher Maravilha. E, em nome da Liga da Justiça, venho hoje falar a Senhora Presidenta da República e ao Senhor Presidente do Poder Judiciário.
Venho, humildemente, elogiar suas inteligências. Hitler também foi muito inteligente. Porém, o que temos a dizer de sua condição humana? 
Nos, Servidores Públicos, fomos reduzidos a condição de mendigos. E o que dissemos a esse respeito? Greve. Um direito que nos cabe, e por muitos e e tem sido reprimido e oprimido pelo medo...
Da mesma maneira, é muito inteligente a classe dominante deste país, que busca a qualquer preço se manter no topo... A preço do sacrifício do povo brasileiro, do nosso sacrifício. O que tenho a dizer sobre a condição humana dessas pessoas? Neste momento, nada.
Enquanto transitam livres as grandes fortunas, nós nos sacrificamos para manter funcionando a Justica (ou justica???) deste país, pagamos pesados impostos todos os dias e vemos as possibilidades de nossas remunerações achatadas progressivamente como um carrapato. Contudo, quem são os parasitas, nos Servidores Públicos? 
O que define afinal a Condição Humana, se o raciocinio por si só não lhe garante integridade? Dignidade e a primeira resposta que me vem à mente. Entretanto, o que significa essa tal "dignidade"? Sentimentos morais de liberdade, fraternidade e igualdade, suponho. 
Dignidade que só pode ser satisfeita e reconhecida com a Verdade - coerência entre pensamentos, palavras e ações. Com aquilo que eu, Mulher Maravilha, sempre defendi junto aos meus amigos: Justiça. 
Então, Senhora Presidenta da República, Senhor Presidente do Poder Judiciário, não há dicionário que defina melhor esta greve como a busca da dignidade pela Justiça. E não há no mundo ideal que mais se contraponha a realidade.

domingo, 5 de julho de 2015

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO E POLÍTICA DE ERRADICAÇÃO DO TRABALHO ESCRAVO

 
Subtítulo:
Articulações entre Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério Público da União e Justiça do Trabalho Mineira

Trabalho de conclusão do curso de Pós-Graduação em Administração Pública, ênfase em Gestão Pública, com o objetivo de obter o título de especialista em Administração Pública pela Fundação João Pinheiro, Governo do Estado de Minas Gerais.

Área de concentração: Gestão Pública

Orientador: Prof. Dr. Mauro César da Silveira

Belo Horizonte, junho de 2015.

RESUMO

Este trabalho é um estudo exploratório da disseminação da prática do planejamento estratégico em órgãos públicos da Administração Pública Federal e suas relações com o tema de uma política pública específica, a escravidão contemporânea. Adotou-se a premissa de que o trabalho escravo é uma prática contrária ao processo civilizador, portanto, um problema social, e a hipótese de que “planejamento estratégico, por sua vez, é um esforço de mudança organizacional que busca maior eficiência, eficácia e transparência para as instituições públicas (em termos de seus resultados), mas ainda requer avanços, pois as instituições, a despeito de exercerem funções distintas para um mesmo fim atuam desarticuladamente; possuem conflitos de ordem legal, política e ideológica entre si, desviando-se do foco comum e nem todas assumiram ou assumem plenamente as atribuições que lhes foram conferidas pelos planos nacionais de erradicação do trabalho escravo (Brasil, 2004 e 2008)”. Acrescentamos a esta hipótese dificuldades de ordem estrutural da Administração Pública, provenientes de sua constituição ao longo da história e da cultura autoritária e hierárquica brasileira. Por meio de entrevistas e pesquisa documental a hipótese foi confirmada. As dificuldades estruturais e culturais persistem. A política de erradicação do trabalho escravo não foi adotada pela Justiça do Trabalho mineira e é tratada de forma isolada entre ramos do Ministério Público, no Ministério do Trabalho e Emprego e no Ministério Público do Trabalho, sendo as duas últimas instituições as mais integradas entre si. A eficácia da política demanda mudanças institucionais no Estado e de conteúdo da própria política pública.

ABSTRACT

The work’s subject of this text is about relationships between the phenomenon strategy planning’s spreading on Brazilian Federal Public Administration and the public Police treatment to contemporary slavery. The slavery work is a decivilization process, a social problem. The appliance of strategy planning at public organizations is a changing effort that finds many obstacles remarkably at laws, ideas, structures, and a great disarticulation between competent institutions. It was made an exploratory study by documental research and semi-structural interviews. The hypothesis was confirmed. The Work Justice at Minas Gerais didn’t adopt the national politics, Public Minister presented disarticulation inside its parts, the Minister of Work and Employment and the Minister Public of Work making their plans separated, but are the institutions with more integration than the others.  The politic efficacy depends on changes in estate institutions and in elaboration of the proper public police.

Para solicitar texto integral, favor entrar em contato:
To obtain integral text, please send an e-mail to:
fernandaflavia.mf@gmail.com 

sábado, 4 de julho de 2015

"Pare o mundo que eu quero descer!"

Existe uma necessidade intrínseca a humanidade em chegar ao "fundo do poço" para então renascer para a luz. Sinto-me morro abaixo junto com voces irmãos! Sera que rola um "pit stop"???

Essa separacão do joio e do trigo ta dando uma onda animal. Cada um e o que e. Não ha como se esconder.   

Os fortes que amparam sobreviverão. 
Os fortes que oprimem perecerão.

Os fracos de toda sorte tem sua última chance de escolher. 

Nao se trata de terror. A paz não se conquista sem o conflito. A espada da luta espiritual é Jesus.

Agora até mesmo ateus são capazes de sentir a verdade. 

quinta-feira, 2 de julho de 2015

"Apesar de você, amanhã há de ser..."

Juiz federal WILLIAN DOUGLAS divulga nota de esclarecimento e apoio ao PLC 28/2015:

"AS MENTIRAS SOBRE O REAJUSTE DOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO

Venho a público prestar esclarecimentos a respeito das INVERDADES que têm sido publicadas na imprensa sobre o PLC 28/15, que repõe PARTE das perdas salariais dos servidores, há 9 anos sem qualquer tipo de reajuste.

1) Não se tratam de 25 bilhões, como está sendo noticiado, mas de 10 bilhões referentes às perdas sofridas nos últimos 9 anos. O reajuste não vai impactar o orçamento deste ano. A recomposição será paga em parcelas semestrais pelos próximos 3 anos, portanto, o impacto não será total no orçamento de 2015, como se tem noticiado, mas diluído nos orçamentos dos próximos anos, demonstrando nosso compromisso com o ajuste fiscal;

2) Dos Servidores são descontados IR e Previdência na fonte, o que reverterá aos cofres públicos cerca de 3 bilhões;

3) O Poder Judiciário é superavitário, contribuindo para a arrecadação mais do que gasta em sua estrutura, em execuções fiscais e extrajudiciais, execução de verbas previdenciárias e custas judiciais;

4) O Judiciário é um poder independente, autônomo (art. 99 da CF/88) e não pode ser tratado como um mero departamento do Poder Executivo;

5) O PLC 28/15 tramita desde de 2009 (sob outras numerações, mas o pleito é o mesmo) e passou por todas as comissões pertinentes do Congresso Nacional;

6) As carreiras do Judiciário estão defasadas em comparação às suas homólogas do Legislativo e do Executivo, causando grande evasão em seus quadros;

7) Não podemos permitir o sucateamento do Poder Judiciário, é uma questão de PRESERVAÇÃO DA NOSSA DEMOCRACIA.

8) Em 2006, o salário mínimo era de R$ 350,00 e hoje (2015) é R$ 788,00, representando um aumento de 125%. Nesse mesmo período, o reajuste nos salários dos servidores do PJU foi de 15,8%. Portanto, está clara mais uma vez nossa contribuição para o ajuste fiscal do país e para a diminuição das desigualdades sociais.

9) Nesse mesmo período, a inflação média acumulada até 2015 (IPCA, dados do BC) foi de 56,03% (dados do IBGE);

10) A remuneração dos servidores do PJU não é por meio de subsídio. É composta por salário base + gratificação e algumas vantagens que não o acompanham na inatividade. Portanto, essa taxa de aumento veiculada é enganosa e não reflete a verdade;

11) A esse respeito segue anexo tabela com a porcentagem de aumento de cada carreira. O valor de 78% é para os Auxiliares Judiciários, carreira que está em extinção e para a qual não há mais concurso. Essa taxa visa corrigir uma injustiça que se comete com eles, pois realizam o mesmo trabalho de técnico, ganhando muito menos.

12) Esse aumento vem acompanhado de um aumento equivalente em relação aos valores pagos pelos servidores a título de imposto de renda (IR) e PSS, o que fará com que a média de reajuste, em dezembro de 2017, esteja entre 28% e 35% do atual salário líquido dos servidores, ou seja, EM MÉDIA, UM SERVIDOR RECEBERÁ 33% A MAIS DO QUE RECEBIA EM 2006, na época do último aumento. Não precisa ser gênio em matemática para inferir que isso significa, em 11 anos, um aumento anual de 3% - o que fica longe de superar a inflação do período que, em seu índice mais baixo, verificado em 2007, foi de 2.998%.

13) Lembre-se de que esses planos salariais só existem pela falta de uma data base anual para a correção dos salários da categoria;

14) Usar o argumento de que “o momento não é favorável” não se sustenta. O PL tramita desde 2009. Em 2010, a taxa de crescimento do Brasil foi de 7,6%. Por que não foi concedido o aumento?

15) Nesse mesmo período, o salário de Presidente da República evoluiu 248%, partindo de R$ 8.900,00 em 2006 para R$ 30.900,00 em 2015. Para quem quer que os servidores aceitem nesse mesmo período 21,3% de aumento, é no mínimo imoral;

16) Outros esclarecimentos podem ser vistos na Nota técnica do Supremo Tribunal Federal, autor do PLC 28/2015, em: http://www.stf.jus.br/…/noticiaNot…/anexo/RespostaNotaMP.pdf;

17) Os servidores não estão reivindicando aumento, mas REPOSIÇÃO INFLACIONÁRIA, conforme especificado no art. 37, X da CF/88. Eles não foram os causadores dos problemas econômicos do país, mas, ao contrário de outras carreiras e do fundo partidário, não tiveram os reajustes devidos;

18) A forma como o Governo/Executivo está anunciando a pretensa necessidade do veto coloca a Sociedade contra os servidores e o Poder Judiciário, gerando uma animosidade desnecessária e baseada em premissas falsas.

Em suma, os servidores são essenciais à prestação jurisdicional e não podem ser tratados COMO PRETENDEM A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA E A LIDERANÇA DO PT NO SENADO.

O veto anunciado é INJUSTO e IMORAL, além de ser baseado em inverdades, posto que ignora os vários anos sem os reajustes devidos. 

Se o veto vier, espero que o Congresso Nacional não permita essa maldade contra quem é indispensável para a tarefa de se fazer justiça."

Willian Douglas é juiz federal, professor e escritor. Mestre em Direito e Pós-graduado em Políticas Públicas e Governo. 

Fonte: http://sisejufe.org.br/wprs/2015/07/juiz-federal-william-douglas-divulga-nota-de-esclarecimento-e-apoio-ao-plc-2815/

“Não somos egocêntricos, pois não estamos pedindo aumento, estamos reivindicando apenas reposição inflacionária. Não fomos nós os causadores dos problemas econômicos do País.”

Abaixo o índice de reajuste por cargo e nível:

58,05% A1 Analista
58,60% A2 Analista
59,15% A3 Analista
55,62% A4 Analista
56,15% A5 Analista
56,69% B6 Analista
57,24% B7 Analista
57,78% B8 Analista
54,28% B9 Analista
54,81% B10 Analista
55,35% C11 Analista
55,89% C12 Analista
56,42% C13 Analista
54,52% A1 Técnico
55,35% A2 Técnico
56,18% A3 Técnico
53,00% A4 Técnico
53,82% A5 Técnico
54,64% B6 Técnico
55,47% B7 Técnico
56,30% B8 Técnico
53,12% B9 Técnico
53,94% B10 Técnico
54,76% C11 Técnico
55,59% C12 Técnico
56,42% C13 Técnico
78,56% A1 Auxiliar
76,94% A2 Auxiliar
75,33% A3 Auxiliar
71,76% A4 Auxiliar
70,20% A5 Auxiliar
68,66% B6 Auxiliar
67,12% B7 Auxiliar
65,61% B8 Auxiliar
62,24% B9 Auxiliar
60,77% B10 Auxiliar
59,30% C11 Auxiliar
57,86% C12 Auxiliar
56,42% C13 Auxiliar

domingo, 19 de abril de 2015

RELATO DE UMA MULHER

Uma amiga contou-me isso. Ela queria dar seu depoimento publicamente e pediu minha ajuda.
Disse a ela para não assinar. Afinal, não importa, pois a história dela, infelizmente, é parecida com a de muitas mulheres.  Considerei também o fato de que ela passaria o resto de sua vida estigmatizada, já que nossa sociedade complacente deixa o agressor tranquilamente sentado aos domingos para assistir seu futebol e tomar uma cervejinha. Mas, uma mulher de coragem, ninguém perdoa.
Assim, apoiei totalmente a iniciativa.

“Não espero que me entendam. Não espero que outra mulher me entenda, menos ainda um homem. Talvez a condição feminina traga mais sensibilidade a minhas palavras, mas, que importa? Se falasse para ser ouvida, não estaria em silêncio.
O que suportei ao lado do meu ex-namorado durante 5 anos, não agüento nem mais 5 minutos. E o que vi meu pai fazer com minha mãe durante o casamento e até depois da separação, nem 2 minutos.
Meu ex é um exemplar de ‘super-machão’ que deveria estar extinto. O que perdoei dele não deve ser perdoado de homem algum. Não da forma como fiz. A grandeza do coração de uma mulher não é admirada. É confundida com burrice e tratada com humilhação.
Nenhum homem deve ser perdoado por forçar uma mulher a fazer sexo. Nem sei começar isso, porque nunca contei a ninguém... Sou jovem e estou muito cansada. Mas, o que conta não é o calendário, é a vida vivida.
Eu estava no início dos meus vinte anos, com vários desencontros acumulados. O que eu não sabia é que parte desses desencontros era de minha própria responsabilidade. Eu mesma, inconscientemente boicotando qualquer chance real de relacionamento com um homem. Tinha muito medo (mal sabia que o medo 99% traz consigo aquilo que a gente mais teme...). Se eu tivesse que viver algo como meus pais experimentaram... Uma relação tão desigual, tão violenta do ponto de vista moral, psíquico, material, simbólico e até físico (sim, minha mãe apanhou)... Realmente é uma dose que não deve ser tomada, menos ainda repetida. Então meu inconsciente fugia, fugia, fugia... E o consciente buscava, buscava, buscava... Era uma guerra. Uma guerra travada por anos entre a luz e a sombra que me levou a exaustão.  Neste ponto decidi: ‘Ok. Vou namorar o primeiro que aparecer. Vou gostar de quem gosta de mim.’ Aí ele apareceu. E eu estava mesmo esgotada - e curiosa! Kkkk. É engraçado, mas permaneci com a curiosidade normal de adolescente sobre como seria experimentar uma relação sexual.  Adiei muito esse momento ‘esperando a pessoa certa’ até que fiquei muito brava comigo mesma por essa história toda de romantismo...
Uma colega de quem eu era muito próxima àquela época nos convidou para irmos ao sítio do pai de seu namorado. Ficamos em um quarto sozinhos pela primeira vez. Eu tinha dito a ele várias vezes para tomar um banho, trocar de roupa. Porém, ele não percebeu que, pela primeira vez, ele estava viajando na companhia de uma mulher e que não podia se comportar como de costume na turma de amigos.
O quarto tinha duas camas. Como eu disse, estava curiosa e fui eu quem teve a ideia infeliz de transar. Conversei com ele conforme a ginecologista orientou. Aí ele topou. Porém, não deixei que acendesse a luz. Isso o deixou confuso. Ele quis acender de novo, eu impedi novamente. Por fim, eu disse que não queria mais. Ele saiu do quarto. Quando voltou eu estava vestida. Ele insistiu, quis tentar de novo.  A confusão começou outra vez e eu disse não novamente. Apesar disso, ele continuou e me puxou para a outra cama de qualquer jeito.
Passei 3 meses com um hematoma enorme na perna esquerda, cuja marca final demorou ainda mais para sair. Fora as marcas menores.
No dia seguinte estava decidida a terminar. Contudo, ele não permitiu. Disse que gostava muito de mim, que queria mais uma chance... O mundo em todas as línguas conhece esse discurso. Nesse dia entramos num pequeno lago para passear e eu subi desajeitadamente na balsa. Até achei que os machucados podiam ser por isso... No entanto, assim que me sentei na embarcação percebi que o mau jeito foi do outro lado do meu corpo, bem mais embaixo. E não provocou marcas, somente dor. Percebi envergonhada que andara boa distância com aquela marca exposta.
Três meses depois, comentei que a marca sumiu. E contei que não tinha sido a balsa. Tinha sido ele. Ele pediu desculpas! Pediu desculpas por me machucar ou também por todo ‘resto’? Nunca soube... Mas, eu devia ter dito: ‘Seu filho da puta você me e estuprou e me machucou na minha primeira relação sexual! Vá pro inferno e nunca mais fale comigo!’ Incrível. Não disse.  Não o impedi de me tratar como um mero pedaço de carne tantas outras vezes... E depois como mera prostituta que se ignora e joga na sarjeta. Foi assim no último ano de namoro, absurdamente após falarmos em casamento. No início pensava que era assim mesmo, não podia ser melhor, ou que eu não merecia nada melhor... No final, ‘acordei’: É melhor ficar realmente sozinha do que achar que se pode contar com uma pessoa que te abandona quando mais precisa.  Uma mulher não pode aceitar tudo a pretexto de ‘não ficar sozinha’ – isso não é estar verdadeiramente acompanhada, é uma ilusão.  Como pude fazer isso comigo?  Uma pessoa não é capaz de ser amada e respeitada se ela não fizer isso a si mesma, em primeiro lugar.
Depois que terminei essa coisa que algum dia foi grande paixão... Vários homens já se insinuaram ou se aproximaram de mim querendo apenas sexo. Como você acha que me sinto quando um homem, especialmente os que namoram, são noivos ou até casados se aproximam interessados em fazer sexo comigo? Lisonjeada, envaidecida? Não. Sinto-me uma coisa, um objeto. Um lixo. Porque não sou considerada uma pessoa, por não haver nenhum dentre quaisquer deles que queira conhecer essa pessoa, seus valores, ideais, sonhos, opiniões, hábitos, conflitos... Nenhum deles quer estar comigo além da cama, ser meu companheiro. Portanto, é assim que tenho me sentido em relação aos homens ultimamente: um objeto de cobiça bem adornado.  Vou lhes poupar de dizer o que penso desses caras (bem, só um pouquinho... Quero que todos se ***, no mau sentido).
Entretanto, não espero que você entenda. Só quero e espero que isso acabe e possa substituir más por boas lembranças, em breve.

Desejo que os homens que lerem esse relato não repitam esses atos, nunca, jamais, tratem uma mulher dessa maneira, principalmente se ela estiver vulnerável. E, se puder, impeça seus filhos e amigos de agirem desse modo com suas palavras e seu exemplo.
 
A sociedade e machista porque homens e mulheres pensam e agem assim. 
Convivemos com atos de violencia fisica e simbólica legitimados pelas normas sociais. No entanto, "barbaro e, antes de tudo, aquele que cre na barbarie" (Claude Levi-Strauss). Ainda que haja leis e haja crimes perante o Estado, pouco ou nada valerao se nao houver sanção da consciencia.

Não é possível guardar estrelas em chumbo."
(Anônimo)

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Frufrusis

Hoje assisti um episódio de "Stargate Atlantis". Irrita-me como eles são capazes de passar por um portal que os desmaterializa e materializa novamente em outros planetas e todos esses planetas são parecidos com a Terra, o ar e respirável, os habitantes são humanos como nós e, pasmem, todos falam a mesma língua! Inglês, é claro!!! Kkkkk
Mas, considerando ISSO TUDO, o episódio de hoje mostrou um planeta que desenvolvia um soro contra os únicos extraterrestres esquisitos da série, o super maus e super avançados (intelectualmente, tecnologicamente) Espectros, canibais do espaço que saem por aí "colhendo mundos". 
Esse pessoal estava desenvolvendo um soro que tornaria a carne humana imune a comilança dos Espectros. E os humanos recém-chegados à Atlantis (os colonizadores -derrotados pelos Espectros- desses mundos todos, inclusive a Terra), resolveram ajudar! 
O soro não deu muito certo, considerando que eles, há 150 anos pesquisando, não quiseram terminar os testes. Ai a população aceitou o risco de morrer com o troco (50% de chance) para que não fossem nunca mais comidos e ainda conseguissem matar os Espectros envenenados com o tal soro. Ou seja, do extermínio, passaram a guerra - e mais, tranquilamente, com 96% dos votos. Alguém ai ainda acha que as decisões da maioria são as melhores possíveis, as mais sabias, corretas, inteligentes? 
Conforme a velha democracia, é isso que temos, mas minorias existem justamente para que não aconteça a "ditadura da maioria" ou para que ainda possa ser ouvida a  "voz do bom senso" trazida por aquela incomoda opinião contrária à sua. 

Tirando isso, alguém ai já assistiu o filme "Fuga das Galinhas"? 
Senti culpa e tive certeza de que o criador e vegetariano! Afinal, são as galinhas lutando contra a opressão dos humanos, que lhes tiram os ovos e lhes comem a carne. Ora, não parece com os Espectros comendo gente? 

E afinal,  porque os maus são ET's, são diferentes, super feiosos, mas também superpoderosos (e também falam inglês)?

Por que diferente não é bom? 
Até a personalidade e industrializada nessa *** de sociedade?!

A Globo também foi homenageada esta semana como ícone da democracia no Congresso Nacional. Ai apareceu uma galera protestando contra, mas foram expulsos de lá "por comportamento inconveniente". MUITO DEMOCRÁTICO! Inclusive, eles puseram um pequeno cartaz dizendo assim "A Globo apoiou a ditadura".

Acho que muita gente ta sem saber o significado desta palavra... Democracia. E ainda por cima e mulher. Coitada. 

Ah! Querem saber se vou continuar assistindo esse primor de série? Oh! Sim! As vezes é bom não pensar em nada...

segunda-feira, 23 de março de 2015

“Pelos poderes de Greyskull!”

Vejamos o que temos aqui, o que temos agora: um momento de recessão num contexto de crise mundial, uma eleição frustrada para o partido de oposição, um governo que não é mais esquerda, talvez centro-direita, mas que foi o único que se preocupou, em nossa história, com a pobreza e a desigualdade social tão vergonhosa desse país que se assemelha aos piores em concentração de renda- e, assim- ameaça “assustadoramente” o status quo.
Menos sensacionalista: vamos reconsiderar os dois lados. A corrupção não é boa para o país, mas não foi inventada pelo PT.  A Dilma foi reeleita num “placar” apertado, mas a regra da maioria significa 50% +1, é regra da maioria simples, adotada para as eleições do Poder Executivo em nosso país, consagrada pela Constituição de 1988, também chamada de Constituição Cidadã. Então, ok, o PSDB perdeu o jogo por pouco, mas perdeu.  Do ponto de vista da legitimidade política de um governo representativo, convenhamos, isso não é bom, mas fica pior quando os derrotados não aceitam a derrota e querem acabar com o jogo do governo, antes que termine. Isso significa abalar nossa democracia, isso significa colocar na mesma frase “luto pela democracia, intervenção militar já!” – era o que dizia um dos cartazes que li, na manifestação do dia 15 de março de 2015. Como alguém, em sã consciência pode colocar essas duas palavras na mesma frase? É como dizer que o autoritarismo de várias medidas governamentais podem ser sanadas por uma nova ditadura militar. Eu "trabalhei" para a Dilma, eu "trabalho" para ela, sou servidora pública (mas, meu patrão é você leitor, não ela!). No Ministério do Planejamento fui tratada no melhor modelo Taylorista que conheci, melhor que a central de atendimento de telemarketing de uma grande empresa de telecomunicações (celular, fixo, TV e internet) onde trabalhei. Trabalhei supervisionada em minutos e segundos de chegada, saída e almoço, sem poder trocar duas palavras com o colega ao lado durante o expediente, tratada como criminosa pronta a matar o serviço, a produzir menos por preguiça, pelo espírito humano naturalmente propenso à corrupção nos moldes filosóficos de Thomas Hobbes no século XVII. Fui perseguida por funcionários terceirizados no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, ironizada, humilhada e difamada por colegas e Analistas de Comércio Exterior, ignorada e abandonada pela minha chefia e sabotada em meu serviço até por estagiários. Cheguei ao Tribunal Regional do Trabalho e foi diferente por um tempinho... (hoje vivo numa ilha de paz em meio à multidão - alívio-) E quase votei nulo na eleição passada, mas senti que seria fugir à responsabilidade. E, na última hora, no dia da eleição, votei na Dilma pelo motivo acima: nós temos uma herança que não pode ser abandonada sob pena de derrota coletiva. Nosso país está provado, como nenhum outro, pode tornar-se desenvolvido com tantos seres humanos na miséria, excluídos absolutamente de quaisquer acessos a saúde, educação, alimentação, saneamento básico, moradia. Está lá, no site do Ipea, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, entidade da Administração Indireta do governo federal, http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=5226&catid=159&Itemid=75, o índice de GINI mede a desigualdade da renda nos países, quanto mais perto de 1, maior o grau de concentração das riquezas nas mãos de poucas pessoas, no topo da pirâmide social. Pessoas de classes mais altas, com mentalidade elitista, tendem a considerar o Programa Bolsa Família como esmola do governo aos mais pobres dada com seu dinheiro. É claro que a mera transferência de renda não resolve o problema da desigualdade, é um alívio para as privações vividas por essas camadas populacionais – quem sabe o que é sentir fome, frio, dormir na rua, não ter o dinheiro do aluguel (...), talvez entenda. Quem elaborou a política sabe muito bem disso, e é por esse motivo que foram criadas as condicionalidades, para colocar na escola e proporcionar saúde aos filhos dessas famílias. A ideia é proporcionar a mobilidade social ascendente intergeracional. Fraudes existem. Mas, existem em tudo, não diga que você nunca viu um playboy de carrão importado avançando o sinal vermelho, tirando sua vez na parada, fazendo ultrapassagem proibida, entrando na contramão... Ou um rico empresário pagando propina em licitação pública? Desonestidade não é essência de pobre, como baunilha em bolo de chocolate.
De fato, nós, o povo, falamos demais sem saber exatamente do que estamos falando...
Li em outro cartaz: “Minha família não consegue mais ter empregada doméstica”. Um efeito perverso de se conferir mais direitos ao trabalhador é a redução da parcela populacional dos que podem pagar por esses direitos. Porém, isso quer dizer que as empregadas domésticas não devem ter esses direitos? Ó pobre menina rica, que agora tem que lavar seus copos sujos e suas roupas íntimas...
E em mais outro cartaz, re-ve-la-dor: “Coxinhas, uni-vos”. Puxa vida! Nunca conheci alguém tão sincero além de eu mesma! Nada para acrescentar.

Apenas uma coisinha: queridos irmãos em humanidade, democracia é coisa séria. Democracia é respeito à diversidade e às regras do jogo. Se não achássemos bobagem as aulas de história no colégio - “perda de tempo, vestibular para história!”- saberíamos que intervenção militar no Brasil, só em Estado de Defesa ou em Estado de Sítio –momentos de exceção à paz e à democracia- exceção esta que, mais recentemente, durou 21 anos neste país, 21 anos de mordaça que impediram a todos nós de falar contra o regime, o governo, a corrupção ou o que quer que seja. Por isso falem, e defendam suas bolsas em detrimento do resto do mundo (das pessoas, tão pessoas quanto você), todavia, jamais se esqueçam, de respeitar nossas árduas conquistas históricas e ponderar, buscando justiça, que política não é a luta do Bem contra o Mal, nos folhetins globais ou nos enlatados americanos. 

Fernanda Flávia Martins Ferreira
Brasileira

domingo, 22 de março de 2015

Contra o retrocesso de direitos humanos e trabalhistas



https://secure.avaaz.org/po/petition/Congresso_Nacional_Arquivamento_do_Projeto_de_Lei_no_38422012/?ngZDIcb


Pessoal,



Em minha pós-graduação em Administração Pública, com ênfase em Gestão Pública, decidi pesquisar as ligações entre a prática do Planejamento Estratégico e o Plano Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo.


Soube que em dezembro do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (Ministro Ricardo Lewandowski) suspendeu a Lista de Empresas flagradas em práticas análogas à escravidão, elaborada pelo Ministério do Trabalho e Emprego-MTE. Em janeiro deste ano, a Ministra Carmen Lúcia suspendeu a Portaria Interministerial nº 2/2011 (MTE e Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República) que deu origem a essa lista, nos autos da mesma ADI 5209-DF, interposta em 2014 pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias- Abrainc (http://www.stf.jus.br/portal/processo/verProcessoAndamento.asp?incidente=4693021).


Ano passado, a Emenda Constitucional nº 81 foi aprovada para permitir a expropriação estatal de propriedades urbanas e rurais flagradas na utilização do trabalho escravo. Porém, a Bancada Ruralista aprovou com a condição de, posteriormente, "definir o conceito de trabalho escravo". Contudo, esse conceito já está definido no Código Penal desde dezembro de 2003, quando foi lançado o primeiro Plano Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo.

Para dar andamento a essa estratégia, a Bancada Ruralista resgatou o Projeto de Lei nº 3842 (http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra;jsessionid=9F74CB040176DC10B78C1A0B4829EC6C.proposicoesWeb2?codteor=990429&filename=PL+3842/2012), em andamento desde 2012, alegando que "o conceito de trabalho escravo é muito amplo e vago". Eles obviamente compreendem, espertamente, que se o conceito for restringido nenhuma propriedade poderá ser flagrada em trabalho escravo, muito menos confiscada pelo Estado como punição. 

Parece que estamos vivendo um período de retrocesso geral, não só nessa questão, mas em muitas outras... Infelizmente.
Por isso, elaborei esta petição, para mostrar ao Congresso Nacional que não são apenas os Procuradores do Trabalho, Procuradores da República, Juízes do Trabalho, Juízes Federais e Auditores Fiscais do Trabalho que se importam com essa questão. Somos nós, cidadãos brasileiros, dizendo a eles que NÃO queremos escravidão contemporânea em nosso país, NÃO queremos impunidade de grandes proprietários em detrimento da dignidade de trabalhadores e trabalhadoras oprimidos pela miséria.


Se tiver sucesso com esta petição, pretendo entregá-la ao Deputado Federal Nilmário Miranda, ex-Ministro da Secretaria de Direitos Humanos, que esteve no lançamento da Campanha Estadual de Combate ao Trabalho Escravo ou Degradante, realizado no dia 20 de agosto de 2014, no Plenário do TRT3 (http://www.trt3.jus.br/download/trabalho_escravo_links_banner.pdf).

Por favor, quem concordar, assine e compartilhe o link:

https://secure.avaaz.org/po/petition/Congresso_Nacional_Arquivamento_do_Projeto_de_Lei_no_38422012/?ngZDIcb