quinta-feira, 16 de junho de 2016

O REVERSO DA MOEDA

Fritjof Capra nos ensina em sua obra, “O Ponto de Mutação”, a abordagem sistêmica da ciência e da vida. No entanto, para compreender a lógica sistêmica, precisamos romper com o paradigma cartesiano que há tanto tempo fundamenta praticamente todas as descobertas humanas do mundo ocidental. Porém, o que isto significa?
A física quântica demonstra teoricamente que tudo está interligado no universo. Matéria e energia, pensamento e manifestações concretas. Somos todos responsáveis por nós mesmos e uns pelos outros -isto é simultaneamente maravilhoso e devastador.
Por consequência, percebemos que a abordagem biomédica ou tradicional das doenças, mais conhecida como alopatia, é válida e necessária, contudo, apenas uma ínfima parte do que significa SAÚDE.
Por que duas pessoas são expostas a um vírus, uma se contamina, e a outra não? Por que duas pessoas comem a mesma comida, uma passa mal, e a outra não? Por que tantas pessoas morrem de câncer, mas algumas sobrevivem e nunca mais manifestam a doença? Por que cadáveres de mendigos foram descobertos, ainda na década de 1960, curados espontaneamente de tumores malignos?
Lá pela página 240 Capra nos dá uma pista, ao mencionar a pesquisa de um oncologista e sua mulher psiquiatra, os Simontons. As células cancerígenas são anormais e fracas. Em um sistema imunológico saudável o organismo deveria destruí-las ou isolá-las, impedindo sua proliferação. Entretanto, o câncer se manifesta ameaçando a vida justamente quando o organismo está fraco, ou seja, quando o indivíduo é incapaz de se defender. Este casal descobriu que a maior parte dos pacientes passou por uma situação altamente estressante no período de 6 a 18 meses antes de adquirir a doença, situações em que se sentiram “sem saída”, desejando consciente ou inconscientemente morrer. Mas, o tratamento não consiste em achar um “culpado”, consiste em conscientizar os pacientes de sua responsabilidade. Se somos capazes de adoecer, somos capazes também de encontrar a cura. Autotranscedência, autossuperação, capacidades dos sistemas auto organizadores/ autorreguladores: nós, seres humanos. “O câncer não é, portanto, um ataque vindo do exterior, mas um colapso interno” (Capra, 1982:241). O método principal dos Simontons é fortalecer o sistema imunológico por meio de técnicas de relaxamento e visualização, também conhecidas como “biofeedback”.
A terapia homeopática trabalha desde o século XVIII com esta nossa capacidade de autocura. No início do século XX, um médico homeopata inglês, Dr. Edward Bach, desenvolveu um sistema de cura baseado em 38 estados emocionais conectados, surpreendente, ao significado de algumas flores. Há uma sabedoria antiga chamada “Lei das Assinaturas” dizendo que as plantas “falam” conosco. Existe no Brasil planta mais farta e generosa que a Jabuticabeira? Ou flor mais pura e inocente que a Camélia, símbolo da Abolição da Escravatura?
Tão inspirado Dr. Bach, assim como Carl Gustav Jung, o psicoterapeuta que, ao romper com Freud, reconheceu a dimensão espiritual como parte fundamental da psique humana. Assim, atualmente a psicologia transpessoal se contrapõe às mais importantes “escolas de psicologia ocidentais, as quais são propensas a considerar qualquer forma de religião ou espiritualidade como baseada em superstições primitivas, aberrações patológicas ou falsas crenças a respeito da realidade, inculcadas pelo sistema familiar e a cultura” (Capra, 1982:250).
O grande salto sugerido por Capra é a integração das terapias físicas com as psíquicas, a implantação de um sistema de saúde holístico, capaz de integrar fatores ambientais, individuais e socioculturais. Aspectos sociais aparecem recorrentemente como fundamentais para compreender diversas formas de adoecimento mental. Fatores ambientais como a exposição a produtos tóxicos também são relevantes..., mas, nenhum deles explica o fenômeno isoladamente.
A terapia proporcionada pelas flores dos múltiplos sistemas hoje disponíveis é terapia das almas, terapia das causas, das conexões intrínsecas, extrínsecas, do ser consciência cósmica, do inconsciente primordial a despertar o manancial inesgotável de cada um em sua essência divina. Posso atestar, por experiência própria, que a terapia floral é holística, pois pude sentir e sinto seus efeitos de bem-estar no meu corpo e na minha alma. O que cada indivíduo conquista a partir das flores é permanentemente seu. As conquistas do ser são permanentes. Como diz meu mestre, Newton Lakota, “a busca do equilíbrio por meio do autoconhecimento”. As flores, com sua linguagem ainda misteriosa, estimulam nossas contrapartes luminosas, elucidam as sombras... Costumo brincar que, se Deus não existe, o Acaso é um ser inteligente. DEUS, a mente cósmica no comando. O curso de um elétron não é determinado pela atração do núcleo, é uma probabilidade, não uma certeza! Luz, matéria ou energia? Razão, única forma de conhecimento? E o que nós somos? Enxofre, sal e mercúrio: prótons, elétrons e nêutrons. Mentes criadas, co-criadoras... Matéria e energia.
Por isso, na busca incessante por mim mesma, percebi, num “salto quântico”, que posso levar essas possibilidades de cura a outras pessoas. E já havia feito o curso completo do Sistema Florais de Minas, no entanto, sem compreender o que poderia realizar a partir dessa sabedoria tão delicada, presente na natureza, nos jardins, nas floriculturas, na diversidade cultural, nas histórias, nos arquétipos, no inconsciente coletivo, enfim, na criação pura e simples manifesta neste planetinha, deslizante às bordas da Via Láctea.
Então, muito prazer, Fernanda Flávia no momento, terapeuta holística, sempre estudando e aprendendo, à disposição do seu potencial de cura.
Detalhes a respeito do meu trabalho serão dadas em postagem posterior.

ABRAÇOS FRATERNOS

Um comentário:

Vilarejo Maria disse...

Oi, Fê, muito bacana! A busca pela cura é uma forma de autoconhecimento e conhecimento do mundo à nossa volta! Beijos!