O sagrado da ciência é o ateísmo, o sagrado da religião é Deus.
>*< rockwords, windcolors, starfighters, faithrunning, secretskeeper, behindflowers, beyondeyes, doubthinking... Sorry, answer's not here. Everything full, everything empty, everalluniverse... OutinsideGod.
sábado, 28 de março de 2015
segunda-feira, 23 de março de 2015
“Pelos poderes de Greyskull!”
Vejamos o que temos aqui, o que temos
agora: um momento de recessão num contexto de crise mundial, uma eleição
frustrada para o partido de oposição, um governo que não é mais esquerda,
talvez centro-direita, mas que foi o único que se preocupou, em nossa história,
com a pobreza e a desigualdade social tão vergonhosa desse país que se
assemelha aos piores em concentração de renda- e, assim- ameaça “assustadoramente”
o status quo.
Menos sensacionalista: vamos reconsiderar
os dois lados. A corrupção não é boa para o país, mas não foi inventada pelo
PT. A Dilma foi reeleita num “placar”
apertado, mas a regra da maioria significa 50% +1, é regra da maioria simples,
adotada para as eleições do Poder Executivo em nosso país, consagrada pela
Constituição de 1988, também chamada de Constituição Cidadã. Então, ok, o PSDB
perdeu o jogo por pouco, mas perdeu. Do
ponto de vista da legitimidade política de um governo representativo, convenhamos,
isso não é bom, mas fica pior quando os derrotados não aceitam a derrota e
querem acabar com o jogo do governo, antes que termine. Isso significa abalar
nossa democracia, isso significa colocar na mesma frase “luto pela democracia,
intervenção militar já!” – era o que dizia um dos cartazes que li, na
manifestação do dia 15 de março de 2015. Como alguém, em sã consciência pode
colocar essas duas palavras na mesma frase? É como dizer que o autoritarismo de
várias medidas governamentais podem ser sanadas por uma nova ditadura militar. Eu "trabalhei" para a Dilma, eu "trabalho" para ela, sou servidora pública (mas, meu patrão é você leitor, não ela!). No
Ministério do Planejamento fui tratada no melhor modelo Taylorista que conheci,
melhor que a central de atendimento de telemarketing de uma grande empresa de
telecomunicações (celular, fixo, TV e internet) onde trabalhei. Trabalhei
supervisionada em minutos e segundos de chegada, saída e almoço, sem poder
trocar duas palavras com o colega ao lado durante o expediente, tratada como
criminosa pronta a matar o serviço, a produzir menos por preguiça, pelo espírito humano naturalmente propenso à corrupção nos moldes filosóficos de
Thomas Hobbes no século XVII. Fui perseguida por funcionários terceirizados no
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, ironizada,
humilhada e difamada por colegas e Analistas de Comércio Exterior, ignorada e
abandonada pela minha chefia e sabotada em meu serviço até por estagiários.
Cheguei ao Tribunal Regional do Trabalho e foi diferente por um tempinho... (hoje vivo numa ilha de paz em meio à multidão - alívio-) E
quase votei nulo na eleição passada, mas senti que seria fugir à
responsabilidade. E, na última hora, no dia da eleição, votei na Dilma pelo
motivo acima: nós temos uma herança que não pode ser abandonada sob pena de
derrota coletiva. Nosso país está provado, como nenhum outro, pode tornar-se desenvolvido com tantos seres humanos na miséria, excluídos absolutamente de
quaisquer acessos a saúde, educação, alimentação, saneamento básico, moradia.
Está lá, no site do Ipea, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, entidade da
Administração Indireta do governo federal, http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=5226&catid=159&Itemid=75,
o índice de GINI mede a desigualdade da renda nos países, quanto mais perto de
1, maior o grau de concentração das riquezas nas mãos de poucas pessoas, no
topo da pirâmide social. Pessoas de classes mais altas, com mentalidade
elitista, tendem a considerar o Programa Bolsa Família como esmola do governo
aos mais pobres dada com seu dinheiro. É claro que a mera transferência de
renda não resolve o problema da desigualdade, é um alívio para as privações
vividas por essas camadas populacionais – quem sabe o que é sentir fome, frio,
dormir na rua, não ter o dinheiro do aluguel (...), talvez entenda. Quem
elaborou a política sabe muito bem disso, e é por esse motivo que foram criadas
as condicionalidades, para colocar na escola e proporcionar saúde aos filhos
dessas famílias. A ideia é proporcionar a mobilidade social ascendente
intergeracional. Fraudes existem. Mas, existem em tudo, não diga que você nunca
viu um playboy de carrão importado avançando o sinal vermelho, tirando sua vez
na parada, fazendo ultrapassagem proibida, entrando na contramão... Ou um rico
empresário pagando propina em licitação pública? Desonestidade não é essência
de pobre, como baunilha em bolo de chocolate.
De fato, nós, o povo, falamos demais
sem saber exatamente do que estamos falando...
Li em outro cartaz: “Minha família não
consegue mais ter empregada doméstica”. Um efeito perverso de se conferir mais
direitos ao trabalhador é a redução da parcela populacional dos que podem pagar
por esses direitos. Porém, isso quer dizer que as empregadas domésticas não
devem ter esses direitos? Ó pobre menina rica, que agora tem que lavar seus
copos sujos e suas roupas íntimas...
E em mais outro cartaz, re-ve-la-dor: “Coxinhas,
uni-vos”. Puxa vida! Nunca conheci alguém tão sincero além de eu mesma! Nada
para acrescentar.
Apenas uma coisinha: queridos irmãos
em humanidade, democracia é coisa séria. Democracia é respeito à diversidade e
às regras do jogo. Se não achássemos bobagem as aulas de história no colégio - “perda
de tempo, vestibular para história!”- saberíamos que intervenção militar no
Brasil, só em Estado de Defesa ou em Estado de Sítio –momentos de exceção à paz
e à democracia- exceção esta que, mais recentemente, durou 21 anos neste país, 21
anos de mordaça que impediram a todos nós de falar contra o regime, o governo,
a corrupção ou o que quer que seja. Por isso falem, e defendam suas bolsas em
detrimento do resto do mundo (das pessoas, tão pessoas quanto você), todavia,
jamais se esqueçam, de respeitar nossas árduas conquistas históricas e
ponderar, buscando justiça, que política não é a luta do Bem contra o Mal, nos
folhetins globais ou nos enlatados americanos.
Fernanda Flávia Martins Ferreira
Brasileira
domingo, 22 de março de 2015
Contra o retrocesso de direitos humanos e trabalhistas
https://secure.avaaz.org/po/petition/Congresso_Nacional_Arquivamento_do_Projeto_de_Lei_no_38422012/?ngZDIcb
Pessoal,
Em minha pós-graduação em Administração Pública, com ênfase em Gestão Pública, decidi pesquisar as ligações entre a prática do Planejamento Estratégico e o Plano Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo.
Soube que em dezembro do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (Ministro Ricardo Lewandowski) suspendeu a Lista de Empresas flagradas em práticas análogas à escravidão, elaborada pelo Ministério do Trabalho e Emprego-MTE. Em janeiro deste ano, a Ministra Carmen Lúcia suspendeu a Portaria Interministerial nº 2/2011 (MTE e Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República) que deu origem a essa lista, nos autos da mesma ADI 5209-DF, interposta em 2014 pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias- Abrainc (http://www.stf.jus.br/portal/processo/verProcessoAndamento.asp?incidente=4693021).
Ano passado, a Emenda Constitucional nº 81 foi aprovada para permitir a expropriação estatal de propriedades urbanas e rurais flagradas na utilização do trabalho escravo. Porém, a Bancada Ruralista aprovou com a condição de, posteriormente, "definir o conceito de trabalho escravo". Contudo, esse conceito já está definido no Código Penal desde dezembro de 2003, quando foi lançado o primeiro Plano Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo.
Se tiver sucesso com esta petição, pretendo entregá-la ao Deputado Federal Nilmário Miranda, ex-Ministro da Secretaria de Direitos Humanos, que esteve no lançamento da Campanha Estadual de Combate ao Trabalho Escravo ou Degradante, realizado no dia 20 de agosto de 2014, no Plenário do TRT3 (http://www.trt3.jus.br/download/trabalho_escravo_links_banner.pdf).
https://secure.avaaz.org/po/petition/Congresso_Nacional_Arquivamento_do_Projeto_de_Lei_no_38422012/?ngZDIcb
Ano passado, a Emenda Constitucional nº 81 foi aprovada para permitir a expropriação estatal de propriedades urbanas e rurais flagradas na utilização do trabalho escravo. Porém, a Bancada Ruralista aprovou com a condição de, posteriormente, "definir o conceito de trabalho escravo". Contudo, esse conceito já está definido no Código Penal desde dezembro de 2003, quando foi lançado o primeiro Plano Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo.
Para dar andamento a essa estratégia, a Bancada Ruralista resgatou o Projeto de Lei nº 3842 (http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra;jsessionid=9F74CB040176DC10B78C1A0B4829EC6C.proposicoesWeb2?codteor=990429&filename=PL+3842/2012), em andamento desde 2012, alegando que "o conceito de trabalho escravo é muito amplo e vago". Eles obviamente compreendem, espertamente, que se o conceito for restringido nenhuma propriedade poderá ser flagrada em trabalho escravo, muito menos confiscada pelo Estado como punição.
Parece que estamos vivendo um período de retrocesso geral, não só nessa questão, mas em muitas outras... Infelizmente.
Por isso, elaborei esta petição, para mostrar ao Congresso Nacional que não são apenas os Procuradores do Trabalho, Procuradores da República, Juízes do Trabalho, Juízes Federais e Auditores Fiscais do Trabalho que se importam com essa questão. Somos nós, cidadãos brasileiros, dizendo a eles que NÃO queremos escravidão contemporânea em nosso país, NÃO queremos impunidade de grandes proprietários em detrimento da dignidade de trabalhadores e trabalhadoras oprimidos pela miséria.
Por isso, elaborei esta petição, para mostrar ao Congresso Nacional que não são apenas os Procuradores do Trabalho, Procuradores da República, Juízes do Trabalho, Juízes Federais e Auditores Fiscais do Trabalho que se importam com essa questão. Somos nós, cidadãos brasileiros, dizendo a eles que NÃO queremos escravidão contemporânea em nosso país, NÃO queremos impunidade de grandes proprietários em detrimento da dignidade de trabalhadores e trabalhadoras oprimidos pela miséria.
Se tiver sucesso com esta petição, pretendo entregá-la ao Deputado Federal Nilmário Miranda, ex-Ministro da Secretaria de Direitos Humanos, que esteve no lançamento da Campanha Estadual de Combate ao Trabalho Escravo ou Degradante, realizado no dia 20 de agosto de 2014, no Plenário do TRT3 (http://www.trt3.jus.br/download/trabalho_escravo_links_banner.pdf).
Por favor, quem concordar, assine e compartilhe o link:
https://secure.avaaz.org/po/petition/Congresso_Nacional_Arquivamento_do_Projeto_de_Lei_no_38422012/?ngZDIcb
domingo, 2 de novembro de 2014
Oficina "O Saber o Sapo" -Renato Delboni- produção de Haicai, um estilo japonês de poesia
Pedra parada lisa,
eu parado no espaço.
Vida no céu.
Três sapos.
Três pedras.
Lugar nenhum.
Rocha forte na mesa.
Rocha forte no mundo.
Eu sozinho.
Ficus frutos.
Seca sorte.
Fruta pode.
Árvore nasce.
Todo morre.
Vida eterna.
Grade luz.
Grade ave.
Livro ou prisão.
Peixe morde.
Peixe morto.
Peixe pobre.
Luz folhas,
folhas de luz.
O céu vem.
Raiz rota,
tronco porta,
galho destino.
eu parado no espaço.
Vida no céu.
Três sapos.
Três pedras.
Lugar nenhum.
Rocha forte na mesa.
Rocha forte no mundo.
Eu sozinho.
Ficus frutos.
Seca sorte.
Fruta pode.
Árvore nasce.
Todo morre.
Vida eterna.
Grade luz.
Grade ave.
Livro ou prisão.
Peixe morde.
Peixe morto.
Peixe pobre.
Luz folhas,
folhas de luz.
O céu vem.
Raiz rota,
tronco porta,
galho destino.
"Cada um no seu quadrado"
Como criticar alguém que vota no PT lá no nordeste porque ganha Bolsa Família, se aqui eu, servidor(a) público(a) vota no PT, porque seus governos promoveram concursos públicos, recompondo os quadros de pessoal do serviço público federal, e deram reajustes salariais para várias carreiras?
Como criticar alguém da alta burguesia ou da classe média-média ou alta, por votar no PSDB, pensando que este partido cortará os gastos públicos e conterá a inflação, resguardando o valor do seu precioso dinheiro?
Como culpar a cada um, por pensar apenas em seus próprios interesses e, implicitamente, querer que o resto da sociedade "se dane"?
Como haver pacificação social, progresso e melhoria para todos se as atitudes dos cidadãos forem meramente egoístas? A começar pelo voto?
O processo eleitoral agressivo não foi reflexo das divisões e conflitos já existentes? Quando se começa a mexer no bolso de quem tem para dar a quem não tem, parece natural a emersão de conflitos, ainda que essa redistribuição tenha um impacto orçamentário muito menor que outros gastos governamentais, com obras públicas, por exemplo. O simples fato de combater a vergonhosa desigualdade desse país, já é uma ofensa para muitos membros da elite.
O que se defende aqui não é o partido X ou Y, nem a política Z ou W como panacéias, mas a necessidade urgente de refletir sinceramente, que Brasil queremos para nós todos, e não só para o âmbito restrito das atividades individuais. Pois, torna-se cada vez mais impossível a cada um pensar em si como um ser isolado e independente do conjunto -haja vista que a pobreza, a miséria, a escassez, a doença e o caos- batem à nossa porta cada vez mais, sem distinção de classe, raça, cor ou crença. Se não nos transformamos em irmãos por amor, que seja então pela dor.
Como criticar alguém da alta burguesia ou da classe média-média ou alta, por votar no PSDB, pensando que este partido cortará os gastos públicos e conterá a inflação, resguardando o valor do seu precioso dinheiro?
Como culpar a cada um, por pensar apenas em seus próprios interesses e, implicitamente, querer que o resto da sociedade "se dane"?
Como haver pacificação social, progresso e melhoria para todos se as atitudes dos cidadãos forem meramente egoístas? A começar pelo voto?
O processo eleitoral agressivo não foi reflexo das divisões e conflitos já existentes? Quando se começa a mexer no bolso de quem tem para dar a quem não tem, parece natural a emersão de conflitos, ainda que essa redistribuição tenha um impacto orçamentário muito menor que outros gastos governamentais, com obras públicas, por exemplo. O simples fato de combater a vergonhosa desigualdade desse país, já é uma ofensa para muitos membros da elite.
O que se defende aqui não é o partido X ou Y, nem a política Z ou W como panacéias, mas a necessidade urgente de refletir sinceramente, que Brasil queremos para nós todos, e não só para o âmbito restrito das atividades individuais. Pois, torna-se cada vez mais impossível a cada um pensar em si como um ser isolado e independente do conjunto -haja vista que a pobreza, a miséria, a escassez, a doença e o caos- batem à nossa porta cada vez mais, sem distinção de classe, raça, cor ou crença. Se não nos transformamos em irmãos por amor, que seja então pela dor.
terça-feira, 4 de março de 2014
XI
O branco é a face do negro.
A luz é o espaço das trevas.
O nada é o vazio da totalidade.
A paz é a espada da luta.
A sabedoria é a graça da ignorância.
O absoluto é a confirmação da relatividade.
A conservação é o abraço da destruição.
A estagnação, combustível da mudança.
A evolução é a roda do fracasso.
E o fracasso, a moeda do sucesso.
A força é o olhar da fraqueza.
A prisão, sentido da liberdade.
A reta uma função da curva.
A origem o ponto de chegada.
O absurdo a voz da verdade.
O bem, espelho do mal.
A luz é o espaço das trevas.
O nada é o vazio da totalidade.
A paz é a espada da luta.
A sabedoria é a graça da ignorância.
O absoluto é a confirmação da relatividade.
A conservação é o abraço da destruição.
A estagnação, combustível da mudança.
A evolução é a roda do fracasso.
E o fracasso, a moeda do sucesso.
A força é o olhar da fraqueza.
A prisão, sentido da liberdade.
Determinismo, certeza de imprevisibilidade.
A reta uma função da curva.
A origem o ponto de chegada.
O absurdo a voz da verdade.
O bem, espelho do mal.
Fernanda Flávia Martins Ferreira
Inspiração... Tarot, Arcano XI: A Força.
domingo, 9 de fevereiro de 2014
Inexplicable...
There is sometime I'm feeling something...
I fell in love. But I didn't know if for live, for someone or... For both.
I fell in love, but I don't know who is him! Yes, it's crazy...
I fell in love for life too. And it's beautiful, it's forever... I'm sure.
Then I bring Lovesong, flowers and poetry to give you...
www.youtube.com/watch?v=Y6YVfUY2ti4
I fell in love. But I didn't know if for live, for someone or... For both.
I fell in love, but I don't know who is him! Yes, it's crazy...
I fell in love for life too. And it's beautiful, it's forever... I'm sure.
Then I bring Lovesong, flowers and poetry to give you...
www.youtube.com/watch?v=Y6YVfUY2ti4
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