No sentido de resolver os problemas, realmente, chorar não adianta. Mas a gente chora assim mesmo! No entanto, o choro pode ser terapêutico, ser um desabafo, aliviar a alma. Ser parte de um processo de transformação.
Já o mau humor, não muda a vida em nada, faz mal à saúde, aumenta o peso dos problemas, incomoda a gente e as pessoas que convivem conosco. É, portanto, mais inteligente buscar na alegria e na paz o consolo e resolver pelo menos os conflitos cujo desfecho está ao nosso alcance.>*< rockwords, windcolors, starfighters, faithrunning, secretskeeper, behindflowers, beyondeyes, doubthinking... Sorry, answer's not here. Everything full, everything empty, everalluniverse... OutinsideGod.
terça-feira, 29 de novembro de 2011
domingo, 21 de agosto de 2011
Apenas palavras sobre Nada
Ser doido é a melhor coisa que se pode fazer diante da realidade.
A depressão é apenas como me vejo, não quem eu sou.
Acho que sei por que gosto dos homens. Por causa de um Chico Buarque, um Tom Jobim, um Djavan... Fico à espera de um que, talvez não possa expressar poesia em palavras, mas possa me tocar com poesia.
“Clube da Luta” é parte do que vejo em mim mesma. É... altamente engraçado. Ser alguém sem saber que se é – passamos a maior parte do tempo assim.
É altamente normal ser normal, desde que se possa fingir a normalidade.
O mundo é o grande palco da nossa tragédia interna e infantil. Só se é adulto com mil cordas que nos seguram de pé. Dia após dia.
Fale consigo mesmo e elas se romperão. Nada faz sentido se você não estiver lá.
Será que alguém pode me entender? Será que algum homem pode gostar de mim assim?
Há alguém capaz de olhar nos meus olhos, sem que isso seja como olhar para um espelho? Tem alguém aí? Estou cansada de bater... E como diz Renato Russo, ninguém abrir. Vai ver alguém cuja presença não posso perceber. De jà vu.
Romantismo deve ser doença incurável. Não há lógica nela. Uma mulher gostar dos homens após vê-los bater em suas esposas, abandonar seus filhos, tratar suas companheiras como vadias ou prostitutas. Ou depois de ver homens traindo suas mulheres com outra(s) mulher(es) ou outro(s) homem(ns). Adulterar palavras e sentimentos por prazer. Enganando a si mesmos de que gostam das mulheres e não unicamente de seu corpo. Aliás, isso significa que os tais gostam mesmo é de si mesmos.
Por que afinal Deus fez homens e mulheres?
Por que nossa reprodução não é assexuada?
Seria tão mais simples, tão mais fraterno...
Mas não. Deus quer que sejamos fraternos no meio do caos!
No meio da merda oposta!
No meio da luz que ofusca o universo.
O amor deve surgir da cegueira, não da razão.
É sob o impacto dessas idéias quentes que atiro sobre minha cabeça que cada um vai dormir esta noite.
sábado, 25 de junho de 2011
sábado, 5 de março de 2011
Bolinhas de sabão...
sábado, 12 de junho de 2010
A Merda, a Porra, o Cú e o Puta que Pariu
A Merda veio de Portugal, viveu desde a colonização no Sudeste, mas com a transferência da capital, foi obrigada a se instalar no Plano Piloto.
O Cú é pai da Merda, mas é da procedência nobre, normanda, eslava, germânica e saxã do Sul do Brasil. Infelizmente aprontou muita bosta e foi condenado ao exílio na nova Capital Federal. Onde se acha Rei.
O Puta que Pariu foi diferente... Já morava aqui, na região do Centro Oeste e vieram se intrometer na sua morada construindo bem em cima dela a cidade do PAU Brasil.
Esta cidade é Brasília,
a cidade da brasa que ia.
Brasília ILHA:
da Porra, da Merda, do Cú e do Puta que Pariu.
sábado, 26 de dezembro de 2009
Aqui, agora, hora de partir
A dor da hora, da hora de partir
a dor do vazio, do vazio de não viver
a dor da história, do passado já ser
a dor da mora, do futuro não vir
a dor do agora, do agora não crer
Partir os laços
juntar os pedaços
arrumar a cama
deixar a lama
pisar na grama
deitar no céu
Só quem sangra ama
ou sai do papel
Nada espera
desespera
corre e anda no fel
Que fazer?
A vida é música
Deus é maestro
A vida é rio
Deus é leito
A vida é vento
Deus é temperatura
Às vezes danço a música
ora fico parada
e sempre, sempre me perco no vento
Deus é autor
criatura co-autoria
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Uma agressão que se segue a uma anterior nem sempre é legítima defesa
Há muita confusão em torno do feminismo. Uma delas é o discurso que procura suprimir as diferenças entre os homens e as mulheres ou reduzi-las à diferença física. A diferença física ou sexual é apenas um ponto de partida. Isso é demonstrado pelas diferenças culturais da construção do que é ser homem e do que é ser mulher. Por isso conceitualmente chamam-se essas relações de relações de gênero e não relações de sexo, por se referir às construções sociais em torno dos sexos.
O feminismo sério não trata de inverter os pólos das relações colocando as mulheres em posição superior à dos homens. Esse é mais um equívoco que não me deixa esquecer a frase “viva as diferenças, mas com direitos iguais”. Aceito que digam haver bobagens no feminismo, mas não aceito que digam ser o feminismo uma bobagem.
Contudo, não se pode eliminar as diferenças físicas e até mesmo psicológicas das relações sociais de gênero. Parte-se do princípio de que um homem não pode agredir uma mulher pelo diferencial de força existente entre os corpos masculinos e femininos. Em geral uma mulher não pode rivalizar com um homem, tanto que as modalidades de competição esportiva são separadas por sexo. É claro que uma mulher também não deve agredir um homem, mas a partir do momento que ela faz isso, justifica-se ao homem também agredi-la? Independente dos sexos a filosofia e muitas lutas orientais pregam a defesa, não a agressão. Se puder imobilizar o agressor e impedir que ele continue a me machucar, para quê vou machucá-lo também? A não ser que estejamos à base das penas de talião essa postura não condiz com o Estado Democrático de Direito nem com o papel de uma instituição (a Polícia Militar) que deve prevenir e reprimir a violência, não gera-la. Vivemos sob a Constituição de 1988 ou sob o Código de Hamurábi? Infelizmente as leis não são perfeitas e existe uma distância entre elas e a realidade...
Uma instituição militar detém o monopólio do uso da força estatal. É um grande poder que traz o dilema de como e em que situações utilizar a violência. Tenho a impressão de que esse dilema jamais será superado, mas deveria ser pelo menos enfrentado e não se perder em cogitações e preconceitos históricos ou deixar-se dominar pela cultura institucional arraigada.
O tema é polêmico e não sou estudiosa, mas tal condição não me impede de falar. Um homem em geral pode levar muitos tapas e pontapés de uma mulher e continuar de pé, mas uma mulher facilmente pode levar apenas um soco de um homem e cair inconsciente. É uma covardia, é desproporcional. Existem mulheres que podem rivalizar com um homem e bater tão bem quanto apanhar? Sim, mas se não estiverem em jogo a força e o tamanho, estão a técnica e a agilidade, ou seja, coisa para poucos(as).
A tendência de uma classe ou instituição detentora de um poder distinto e que se eleva sobre o restante da sociedade é justificar esse poder alegando superioridade natural, moral, intelectual ou técnica. Essa justificativa busca a legitimação do poder ou seu reconhecimento como certo e apropriado para determinado grupo de pessoas. Esse fenômeno faz parte da dinâmica social, mas pode ser muito perverso e justificar, além do uso, o abuso do poder. A disciplina e a ordem podem alcançar o totalitarismo e apagar a chama da crítica, da reflexão humana. Sem divergências e dúvidas não há democracia. A leitura de Michel Foucault nesse sentido é esclarecedora.
Talvez haja um grave problema de perspectiva... Nossas instituições militares são democráticas? Pode uma instituição militar ser democrática?
